O escritor de quadrinhos Gary Friedrich abriu processo na semana passada contra a Marvel Enterprises, a Sony Pictures e outras empresas envolvidas na produção do filme Motoqueiro Fantasma.
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Friedrich, que escreveu as primeiras aventuras do personagem no início dos anos 70, alega no processo que criou o Motoqueiro em 1968 e cedeu os direitos para a versão do personagem nos quadrinhos, três anos depois, à Magazine Management, empresa que administrava a Marvel na época. Segundo Friedrich, a Magazine, porém, nunca registrou legalmente o personagem. Desta forma, pela lei americana, os direitos deveriam ter sido revertidos para o criador em 2001.
O processo inclui não só a Marvel e a Sony, mas também empresas envolvidas em produtos licenciados do filme, como o game (Take-Two Interactive) e os bonecos (Hasbro).
Friedrich é apenas mais um na lista de criadores que moveu ações contra a Marvel em função dos lucros que a editora obteve com as adaptações cinematográficas de seus quadrinhos. Steve Gerber tentou processar a empresa durante os anos 80 pela adaptação de Howard, o Pato para a telona. Marv Wolfman, mais recentemente, também queria dividir os lucros com as adaptações de Blade.
Nenhum dos criadores teve sucesso, pois é praxe nos quadrinhos de super-heróis nos EUA a cessão de direitos autorais à editora, em contratos esmiuçadíssimos. Friedrich tenta uma nova abordagem, dizendo que criou o Motoqueiro Fantasma antes de trabalhar para a Marvel. Será que vai ter sucesso?