Amor a Toda Prova (2011)
Filmes - Comédia
Amor a Toda Prova (2011) (2011)
(Crazy, Stupid, Love)
  • País: EUA
  • Classificação: 12 anos
  • Estreia: 26 de Agosto de 2011
  • Duração: 118 min.

Amor a Toda Prova | Crítica

Muito além da comédia romântica

O casamento é uma instituição falida, dizem aqueles que não acreditam no amor. Os que acreditam só dizem "eu te amo". E essa é uma das frases mais ouvidas em Amor a Toda Prova (Crazy, Stupid Love, 2011). Porém, poucas vezes você vai ouvir o tradicional "eu também". Afinal, estamos falando de uma "dramédia-romântica", uma junção muito bem feita dos três gêneros, e que tem justamente na parte dramática a proximidade de uma realidade que poderia ser a sua.

Muita coisa no filme não é dita com palavras, mas com gestos, atos ou olhares - e isso só é possível porque o elenco reunido é excelente. No centro da trama está um casal que se acomodou e perdeu o tesão, mas não necessariamente deixou de se amar. Steve Carell, que além de protagonizar também produz o longa, é Cal, um marido que imaginava ter tudo sob controle, até ouvir de sua esposa (Juliane Moore) que foi traído. Seu mundo cai enquanto ele desaba. Mas para provar principalmente a si mesmo que a fila anda, ele começa a ter um treinamento com o maior "pegador" da região, Jacob (Ryan Gosling).

A primeira coisa a mudar é o guarda-roupa, jogando fora aquele tênis sem graça e a carteira de velcro, partindo para ternos feitos sob medida e até um novo corte de cabelo. Em seguida - e esta é a parte mais difícil para quem está tanto tempo "fora do mercado" - é preciso mudar a atitude. Jacob é confiante e já tem o seu jogo pronto. Ele não fala de si mesmo e não dá muito tempo também para elas falarem, rapidamente dá o ippon que termina com as suas vítimas saindo dali ao seu lado. A relação dos dois rapidamente extrapola o vínculo entre professor/discípulo, virando uma amizade.

Muito além de Reese Witherspoon

Amor a Toda Prova está mais próximo das comédias indies do que das comédias românticas. Ele com certeza tem mais cara de Pequena Miss Sunshine do que qualquer coisa estrelada pela Reese Witherspoon. E apesar de ter essa vertente um pouco mais realista, carrega também o seu lado de humor físico, principalmente em uma das sequências finais, aquela em que os conflitos são resolvidos (ou pelo menos deveriam). Essa mistura toda traz ao filme um frescor, algo que nenhum outro projeto em cartaz atualmente carrega.

Seu grande problema é a presença de Marisa Tomei. Ela está repetindo mais o tipo solteirona com problemas emocionais do que Charlie Sheen faz o boa vida. Tudo nela é extremamente caricato, a ponto de perder a graça. Nada, porém, que consiga estragar o filme, que tem ótima química entre Steve Carell e Juliane Moore, é divertido na sua porção Extreme Makeover, mostra o drama adolescente sem infantilizá-lo, brinca com um ícone dos anos 80 e cria situações inesperadas.

O drama, a comédia e o romance estão equilibrados na medida certa e podem colocar em xeque os sentimentos das pessoas. No final, apaixonados e desiludidos podem sair do cinema achando que seus sentimentos estavam certos ou completamente errados. E que forma melhor para medir a qualidade de um filme do que ver que ele te faz pensar?

Nota do crítico (Ótimo) críticas de Filmes
 

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