Hired Gun
Filmes - Documentário
Hired Gun (2016)
(Hired Gun)
  • País: EUA
  • Classificação: Não definido
  • Estreia: 1 de Agosto de 2017
  • Duração: indisponível

Hired Gun | Crítica

Documentário disponível na Netflix retrata dura realidade da vida de músicos contratados

Documentários musicais geralmente exploram a vida de grandes nomes, retratam uma época, desvendam uma faceta da arte ou simplesmente vangloriam a fama de artistas, mas são poucos que têm um objetivo tão louvável quanto Hired Gun, documentário que recentemente chegou ao catálogo da Netflix. Buscando trazer à luz nomes que por tanto tempo ficaram nas sombras, o diretor Fran Strine revela a realidade de músicos contratados, nomes que estão nos créditos de músicas conhecidas ao telespectador, mas que raramente recebem reconhecimento. Aposta certeira para fãs de música, o longa deve agradar qualquer um que busca saber mais sobre o mundo musical, e serve como um fiel retrato da dura realidade do artista profissional.

O filme caminha por entrevistas com nomes mais familiares – como Rudy Sarzo, Jason Newsted ou Eric Singer – mas traz ao holofote músicos menos conhecidos, como Kenny Aronoff (baterista que tem no currículo trabalhos com John Mellencamp, The Smashing Pumpkins, Elton John e Rod Stewart), Paul Bushnell (baixista que tocou com Phil Collins, Jewel, e Celine Dion) ou Steve Lukather (Membro do Toto, que está nos créditos de inúmeros hits). A reflexão das possibilidades de vida para os músicos de estúdio são intrigantes e aflitivamente limitadoras: você pode viver na incerteza e aprender a lidar com a instabilidade da carreira, ser jogado para trás, ou superar os bastidores e atingir reconhecimento. E o filme explora cada uma das estradas.

A tese do filme se desenvolve principalmente pela jornada de Liberty DeVitto, baterista dos primeiros álbuns do Billy Joel, que conta toda a sua história, desde a parceria e amizade entre os dois, até as últimas injustiças que fizeram-no ser deixado para trás. DeVitto é o exemplo perfeito da tese do filme: músicos contratados são essenciais, profissionais de primeira categoria, e colaboradores criativos, mas que podem ser descartados a qualquer momento.

Enquanto caminha pela vida de DeVitto, o longa também mostra diversos contrapontos à história de Billy Joel, principalmente na figura de Alice Cooper. Apesar de já entrar no documentário como um cliente exigente, declarando “eu não tenho tempo para músicos de segunda categoria”, Cooper é o mecenas de diversos artistas retratados, e em especial do guitarrista Jason Hook. A história é uma das mais interessantes do documentário, de como um músico de apoio da banda da turnê de Mandy Moore passou rapidamente para guitarrista de hard rock com Vince Neil, à guitarrista da banda de Hillary Duff (na turnê como Lizzie McGuire), passando para o desemprego até finalmente ser reconhecido por Cooper e trazido de volta aos palcos. Hook serve não somente como um exemplo da rotina instável, como também é a história de sucesso do documentário, por ter saído de trás do palco para a frente, e entrar como integrante fixo da aclamada banda de metal, Five Finger Death Punch.

Apesar de se perder eventualmente em histórias que não necessariamente iluminam os músicos de bastidores, como a de Jason Newsted, baixista do Metallica que permaneceu na banda por quinze anos, Hired Gun é um documentário consistente. Indo além dos cenários extremos, a obra ainda conta histórias de criação de grandes hits, como a escalada musical de Ray Parker Jr, criador da música de Ghostbusters, e exemplifica dificuldades de subir ao palco no lugar de outros membros, como no caso de Brad Gillis, substituto de Randy Rhoads na banda de Ozzy Osbourne. Com tantas boas histórias para contar e ótimos depoimentos, Hired Gun conquista seu objetivo muito bem: ele explora vidas curiosas e recheia a tela de experiências reais, que despertam empatia e servem tanto como um aprendizado para o telespectador, quanto como homenagem aos subestimados. 

Nota do crítico (Ótimo) críticas de Filmes
 

Vi, gostei e recomendo.

Putz,vou assistir,mas dava pra fazer um parte 2 só pro megadeath,o mustaine recebe mais crédito do que deveria,o cara é com certeza um dos melhores guitarristas da história,mas ele não teria o poder aquisitivo sem o pequeno período que ficou no Metallica e os músicos que participaram da banda...

SIm, exatamente isso. Pena que os brasileiros costumam evitar essa seção.

Quando que sai a clitica de Clovelfield?

Documentário muito bom, já havia visto. Aliás, o melhor material da Netflix é a seção de documentários

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