The Square: A Arte da Discórdia
Filmes - Comédia Dramática
The Square: A Arte da Discórdia (2017)
(The Square)
  • País: Suécia, Alemanha, Dinamarca, França
  • Classificação: 14 anos
  • Estreia: 4 de Janeiro de 2018
  • Duração: 142 min.

The Square – A Arte da Discórdia | Crítica

Vencedor de Cannes aplica uma mão de verniz na velha misantropia do cinema de arte europeu

Se terminar celebrado no Oscar 2018 depois de ter ganho a Palma de Ouro do Festival de Cannes, The Square - A Arte da Discórdia se sacramentará como um filme muito emblemático do seu tempo, na sua capacidade de transformar num grande bolo estomacal todas as variações da cultura do constrangimento que fizeram de 2017 um ano especial para linchadores, palestrinhas, lacradores e senhores da razão em geral.

O roteirista e diretor sueco Ruben Östlund (Força Maior) parte do mundo das artes plásticas para falar das pequenas e grandes hipocrisias que marcam nossas dinâmicas afetivas e políticas. Na trama, Christian (Claes Bang), diretor de um museu de arte moderna em Estocolmo, organiza uma nova exposição contundente, e a trama se desenrola em vaivéns de núcleos de personagens até a abertura da mostra. Acompanhamos Christian em situações do dia a dia, e sua figura alta, de queixo quadrado, o emblema do bem vestido liberal primeiromundista da avançada sociedade sueca, é desconstruída ao longo de The Square.

Pelo menos é o que Östlund ambiciona... A espiral de caos que envolve o protagonista está longe de tragá-lo numa desconstrução corajosa ou minimamente visual. Com exceção de uns arranhões e uns momentos de vergonha alheia, Christian se mantém espectador confortável dos eventos que supostamente o transformam, porque The Square não consegue ir além da monotonia com que apresenta variações em esquete de uma mesma situação de desconforto envolvendo privilégios socioeconômicos. Quando o filme já não encontra desdobramentos satisfatórios para o arco de Christian (as relações que ele mantém com o empregado, com a americana, não ganham tração de fato), surge de repente uma família que não conhecíamos - e Östlund parte francamente para a solução sentimentalista e professoral, à falta de uma dramaturgia mais robusta.

A discussão empoeirada sobre arte - "o que é arte?" é o grande letreiro luminoso que segue aceso em The Square como um aviso de saída de emergência - aparece para dar um verniz intelectual ao drama de humor negro. É um verniz muito parecido com o flerte que o grego Yorgos Lanthimos faz com o cinema de gênero para emplacar em festivais e listas sacadinhas de melhores do ano. Lanthimos e Östlund são os dois garotos de ouro dessa nova geração da misantropia no cinema, que assume o bastão de Michael Haneke e Lars von Trier no gosto da crítica e das premiações, tendo a seu lado a disposição popular generalizada destes anos 2010 para a falta de empatia.

Haneke e Von Trier, porém, em algum momento, testaram os limites das suas próprias narrativas com um discurso mais virulento, que questiona a própria cumplicidade do espectador. (Toda a influência que os dois têm sobre a geração de Östlund vem primeiro dessa virulência, estamos todos vivendo sob o sequestro perpétuo de Funny Games.) O que o sueco herda, agora, é só o gosto pela humilhação, e o ponto alto de The Square não seria outro senão o jantar com a performance de Terry Notary, em que o público pode se sentir confortável diante desse grande ator de captura de movimento enquanto ele assedia europeus belos e ricos.

Nota do crítico (Ruim) críticas de Filmes
 

Todo filme que não se encaixa no enquadramento moral do Hessel é ruim. Em outras palavras, ele procura nos filmes o seu espelho, se ele não se enxerga é feio...

Até que enfim alguém sensato pra colocar esse filme pretensioso no lugar dele... As típicas obviedades dos dilemas éticos europeus.

Não sabia dessa treta de plágio do Tiago. Eu nunca acompanhei seu trabalho direito por que pelo pouco que vi não gostei muito.

Pablo Villaça é aquele q passa pano pro plagiador Tiago Belotti?

Oh, céus.

Hessel gosta de polemizar, como o próprio Omelete faz no morde/assopra dos filmes da Marvel/DC. É um personagem que ele criou mas que parece se incorporou a própria psique do indivíduo.

Marcelo Hessel e Pablo Villaça parecem ter visões diametralmente opostas em relação aos trabalhos de alguns "cineastas de festival". Vejam isso: http://cinemaemcena.cartacapital.com.br/critica/filme/6007/tio-boonmee-que-pode-recordar-suas-vidas-passadas https://omelete.uol.com.br/filmes/criticas/tio-boonmee-que-pode-recordar-suas-vidas-passadas/?key=51046 http://cinemaemcena.cartacapital.com.br/Critica/Filme/8243/cemiterio-do-esplendor http://cinemaemcena.cartacapital.com.br/critica/filme/8413/the-square-a-arte-da-discórdia

Me vejo obrigado a discordar do palestrinha. Eu não gosto de gente que diz: "você não entendeu o filme". Mas, aqui, é claramente o caso.

Opa, se o Hessel deu um ovo deve ser um filmão, vou assistir.

Realmente é um tanto superficial em alguns pontos e se perde um pouco na parte final. Mas 1 ovo é para aparecer, só pode.

hahaha, única coisa que gosto do Hessel é esse efeito que ele causa nas pessoas

Tem um monte diretor que faz isso também e mesmo assim são diretores FODAS como o Iñárritu

Cara... não. Foi mal, não consigo expressar melhor o que eu sinto sobre essa crítica além dessas duas palavras. Juro que tentei mas, tendo visto o filme e lido a crítica, a única resposta que esse texto merece é "Cara... não".

Concordo com tudo o que vc disse , poderiam muito bem terem dado o Oscar de direção para o Miller.

E só! O seu principal filme, O Regresso, é um plágio DESCARADO de toda obra de Tarkovsky e o safado nem pra citar o dijo cujo, que é "só" um dos maiores diretores de cinema de toda a história.

O Regresso não é nada surpreendente, não ao menos no nível de "complexidade técnica" que deram ao filme. Nada que Tarkovsky já não tenha feito a 40 anos atrás e nunca teve o merecido reconhecimento, aliás, O Regresso inteiro é uma cópia descarada de toda obra de Tarkovsky e Inarritu nem para citar o dito cujo, um dos maiores diretores de toda a história. Pretensioso e egocêntrico demais, concordo. Mad Max foi muito mais dificil, técnicamente, de filmar, sem comentários, esse Oscar foi só pra "justificar" a falta de prêmios a latino-americanos. (e eu não sou nada reacionário, antes que digam).

Nada surpreendente! Nada que Tarkovsky já não tenha feito a 40 anos atrás e nunca teve o merecido reconhecimento, aliás, O Regresso inteiro é uma cópia descarada de toda obra de Tarkovsky, apesar de contar uma boa história.

Filmaço

Concordo com o Hessel. Eu já havia feito um pequeno comentário sobre o filme, na mesma linha, nos "pitacos da mostra 2017" do empório: http://oemporiodocesar.blogspot.com.br/2017/10/pitacos-da-mostra-2017.html

Discordo da avaliação. Achei o filme muito bom, um dos melhores que vi nesse ano. O roteiro é bem urdido, bem dirigido, há diversas sequencias sensacionais, e o elenco está perfeito, especialmente o ator principal. Sei que muitos críticos não gostaram do rumo que o filme toma a certa altura, mas ainda sim é bem acima da média, é um filme elegante e divertido.

#XANITATU

Eu levo para o outro lado, é um filme muito ambicioso para sair só de uma pessoa e ser representado por um protagonista, a minha maior preocupação são certas ideias que são passadas sem nenhum tipo de reflexão.

O Hessel deu só 1 ovo, o que quer dizer que o filme deve ser bom.

Vi o filme e concordo com Hessel. Há uma pedancia do filme ao falar da arte e da vida. E, ainda que queira mostrar a transformação do personagem principal, isto nunca ocorre de fato... em síntese, tudo na superficialidade.

Eu gostei MT do regresso tbm acho q mereceu ter ganho, mas eu queria q o Miller tivesse ganhado

Eu achei o filme excelente 5 ovos, o filme tem um ótimo timing cômico, belos enquadramentos e belas performances, e quando e pra ser tenso Östlund o faz com maestria, vide a apoteótica cena do homem macaco.

Falei mal do Inarritu e do filme dele , gosto do Birdman, mas Revenant ja não gosto.

Digo o mesmo .

Falou pouco, mas falou bosta

Ao menos o Iñárritu é um excelente diretor de atores.

Mas eu listei os motivos, não é tipo : eu não gosto e pronto . O cara se recusou a bater palmas quando Mad Max estava recebendo os prêmios .

Muito complicado isso de você admitir que não gosta do filme porque não gosta da PESSOA que o dirigiu. Eu, por exemplo, não gosto da pessoa chamada Hessel, pela sua lógica, devo então falar mal de todas as críticas dele, mesmo que sejam boas? Complicado...

Eu queria que o George Miller tivesse ganho , não gosto da pessoa do Inãrritu , falou que o filme dele merecia ser assistido em um templo , achei bem pretensioso , impecável tecnicamente falando , mas é aquele filme em que o diretor que aparecer mais que todo mundo , um filme hiper dirigido , nem vejo motivo narrativo para os planos longos e sequencias , parecem mais um mero exercício de estilo. Fotografia tambem , ok , o Lubeski é um fotografo inacreditável, mas o trabalho do John Seale em Mad Max é ousado e poderia ter sido um tiro no pé com aquele esquema de cortar os frames , muito corajoso , isso sem falar naquela maravilhosa paleta de cores , é como se o mundo estive se corroendo , uma fotografia ácida e enferrujada. Enfim , é questão de gosto mesmo , O Regresso não é ruim , eu que não gostei mesmo.

Adoro as criticas do Hessel , ele tem um gosto excêntrico e peculiar para cinema , se todo mundo adora , ele mostra outro lado do filme , geralmente concordo com ele , acho O Regresso fraquíssimo , e os últimos dois filmes do Nolan acabei concordando com a opinião dele , isso pq sou fã do Nolan, desejo sucesso e saúde para ele , precisamos de mais críticos assim .

Eu sabia, só tem jurado burro me Cannes. Um herói, um ídolo... Hessel! Ele vai nos salvar desse cinema!

Se o Hessel deu 1 ovo entao o filme é bom

É aquela coisa, na opinião do Hessel nunca dá para confiar.

Senhores entendam que as criticas do Hessel são ao contrário... 1 ovo - ótimo 2 ovos - bom 3 ovos - regular 4 ovos - ruim 5 ovos - péssimo

Se tivesse o Tatum, ganharia 100000000 ovos.

Seria a nota do Hessel uma bela ironia referente ao filme? Caso sim, genial. Caso não, sad reaction.

Se fosse um filme raso, repetitivo e futil de um determinado grande estúdio, automaticamente ganhava 4 ou 5 ovos.

Ao lado de Pietá vai pra lista de filmes ganhadores de festivais e celebrados por "todos" enquanto o Hessel detona.

Agora que verei o filme mesmo

Que crítica bizarra, o filme pode dividir opiniões, na minha é um ótimo filme, me divertiu e provavelmente irá ganhar o Oscar, agora o Hessel, escreveu, divagou e mais uma vez não chegou a lugar algum.

entrou pro seleto grupo de 1 ovo...

Pelo trailer já dava para imaginar a qualidade do filme.

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