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Un Couteau Dans Le Coeur | Filme sobre cena pornô gay termina em debandada de público e vaias em Cannes

Mesmo rejeitado por parte da crítica, longa pode ganhar a Queer Palm, prêmio LGBTQ
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Muitos dos 21 concorrentes à Palma de Ouro de 2018 desapontaram crítica e público, mas poucas sessões, mesmo a dos longas-metragens mais controversos, tiveram rejeição similar a que Un Couteau Dans Le Coeur recebeu, com direito a debandada e vaias. Chamada de Knife + Heart em inglês, a produção francesa, sobre a cena pornô gay da Paris dos anos 1970, caiu na antipatia do povo por soar sensacionalista e pedante, ao embarcar em uma elocubração filosófica sobre o desejo. Apesar disso e das vaias, o longa-metragem dirigido por Yann Gonzalez se impõe como favorito a uma categoria militante do festival: a Queer Palm, láurea LGBTQ.

Entre os sites e jornais europeus orientados por temáticas LGBT, o trabalho de Yann - explícito, mas ainda assim emotivo - desafia tabus e celebra uma ala da cultura cinematográfica sempre tratada de modo caricata: a seara pornográfica. Na trama, Vanessa Paradis (uma cantora famosa, com sazonal experiência como atriz) vive uma produtora de filmes adultos de meninos com meninos. Ela anda em crise pelo alcoolismo e pelo término de seu romance com a montadora de seus longas (Kate Moran). Em meio aos conflitos internos, ela descobre que um assassino mascarado está matando seus atores e seus amigos. O clima dessa história evoca cults de Brian De Palma (Vestida Para Matar, sobretudo) e de Dario Argento (Suspiria).

Depois de Un Couteau Dans Le Coeur, Cannes foi correr uma maratona em prol da dignidade acompanhando a personagem-título de Ayka, penúltimo dos concorrentes à Palma de 2018, vindo de uma Rússia onde neva sem parar. Sergey Dvortsevoy assina a direção, engenhosa em seus movimentos de câmera, mas estéril em termos poéticos ao acompanhar o calvário da paupérrima jovem Ayka (Samal Yesyamova) para quitar seus débitos e arrumar algum trocado para comer. É uma dramaturgia naturalista, focada na perseverança.

À noite, será projetada a última das produções em concurso: o drama Wild Pear Tree, do turco Nuri Bilge Ceylan, um dos queridinhos da Croisette, que levou Palma em 2014 por Sono de Inverno. As entrevistas agendadas para seu novo trabalho - sobre um aspirante a escritor às voltas com débitos de seu pai - foram todas canceladas. O festival termina neste sábado, com a entrega de prêmios e a projeção do esperado The Man Who Killed Don Quixote, de Terry Gilliam, com Adam Driver.

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Cala boca homofobico

Filme de vi@do tem mais é que se f0der.

Só assisti agora! Quando postaram a notícia não tinham botado o trailer. rsrs

Acabo de ler as criticas, aparentemente o filme não é esse desastre completo, visualmente o filme é muito bem feito (Tanto nas cenas do serial killer como nas cenas de sexo) mas também falaram que a narrativa é BEM problematica e o roteiro bem cafona.

É, falei mesmo pelo trailer. Mas na boa, acho difícil que seja muito melhor, veja a quantidade de cenas em câmera lenta, filtros, e a ênfase em fuck-fuck all the time. Só p o r n ô faz isso, porque usa a história, qualquer que seja como pretexto pras trepadas. Parece trash sim.

pelo jeito o público tá preferindo filmes comerciais do que cultura,alternativo,arte,pra se pensar ,refletir,militante etc. na certa preferem os comerciais que tem de fazer um bilhão,mercado chinês ,atores bombados ,atrizes louras da América do norte .

Complicado julgar um filme pelo trailer, mas o trailer é bem ruinzinho mesmo, já tira toda a expectativa.

Só uma coisa, pro Omelete: Rodrigo Fonseca é sensacional! Cara cabeça, ótimas resenhas. Está nos mantendo atualizados em relação a Cannes e cinema fora do circuito comercial. Vira e mexe aparecem uns idiotas aqui para criticá-lo, mas que trabalho bacana ele vem exercendo! E pnc dos trouxas que vierem dizer que ele ganha pra isso. Ganha, e espero que ganhe bem, pois seus textos são bons, críticos e contextualizados. Parabéns e MUITO OBRIGADO, RODRIGO FONSECA!

Assistiu trailer? Assiste, então. Trash total. Isso aí não tem NADA de Brian de Palma (isto é, se o trailer realmente dá uma noção do que é o filme)...

O trailer tem cara mesmo de p o r n ô g a y que transita entre o cafona e o pretensioso. Não tem nada aí a não ser agarros, pegações e visualizações de trepadas e baladas. Parece mesmo ser um l i x o. Deve ser ideal pra deprimidos que estão a fim de assistir um pornozinho porque querem uma razão metafísica pra sua tristeza hehehe

Sense8

Ixi, vai dar falatório aq... Ah, o ser humano e seu ódio. Nietzsche tinha razão mesmo, nascemos já assim, com certeza não é o meio.

Eu ia falar "se f0deu", por causa dessa militância LGBT que tem nos tempos de hoje. Mas aí eu li isso "ela descobre que um assassino mascarado está matando seus atores e seus amigos. O clima dessa história evoca cults de Brian De Palma (Vestida Para Matar, sobretudo) e de Dario Argento (Suspiria)." Aí eu fiquei interessado, kkkkkkkkkkkkkkkk. Desculpem, é meu DNA slasher falando mais alto.

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