Bill Skarsgård quer que você saiba: apesar do efeito impactante, filmar o terceiro ato de O Corvo coberto de sangue falso foi um trabalho difícil, tortuoso e… bom, meio entediante. Em coletiva acompanhada pelo Omelete, o ator falou sobre os problemas de continuidade causados pelo finale sangrento do remake.
“Eu estou coberto de sangue falso por boa parte do terceiro ato, e na tela isso parece muito legal, mas é um pesadelo para o pessoal da continuidade”, explicou. “Nós não filmamos tudo em um dia, sabe? Saber onde aplicar o sangue e como ele deve cair é um processo laborioso, e honestamente meio entediante”.
Igualmente exaustivo foi gravar a sequência de créditos iniciais de O Corvo [imagem acima], onde Skarsgård aparece nadando em uma banheira de líquido viscoso, algo entre o sangue e o óleo automotivo.
“Foi a última coisa que filmamos, na verdade. Eu estava extraordinariamente cansado, assim como todo mundo da equipe, e daí eles me falaram: mergulha aí e vamos capturar isso logo. Faz parte do trabalho, então eu me joguei naquela meleca. Acho que o resultado ficou bacana”, comentou.
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Com a nova versão de Eric Draven, o músico torturado que volta dos mortos para vingar o assassinato de sua amada Shelly (FKA Twigs), Skarsgård também adiciona à sua coleção de personagens perturbados e sombrios - do palhaço Pennywise de It: A Coisa ao misterioso jovem que viaja entre dimensões em Castle Rock, desaguando no vindouro remake de Nosferatu, o sueco parece ter se tornado especialista em tipos desajustados e, por vezes, assustadores.
“Eu acho que personagens sombrios se atraem por mim, e eu me atraio por personagens sombrios - nós nos encontramos no meio do caminho, entende?”, brincou Skarsgård na coletiva. “Não é uma aspiração minha fazer somente personagens desse tipo, a ideia é sempre manter alguma versatilidade na carreira, mas devo dizer que personagens sombrios como O Corvo e Pennywise costumam ter lados mais interessantes do que personagens que só passam por um arco convencional de heroísmo”.
Essas figuras, completou ainda o ator, permitem que ele “estique a sua imaginação”: “Seja como um palhaço interdimensional matador de criancinhas ou um vampiro de 400 anos... é uma ginástica mental interessante para um ator. Parte do que eu amo no cinema é que, nele, você pode fingir que coisas irreais são reais, e é por isso que criaturas e monstros são divertidos e inspiradores para mim - elas estão o mais longe do meu normal que eu consigo chegar”.
O Corvo já está em cartaz nos cinemas brasileiros.