Música

A complicada questão de MC Diguinho

O precedente que "Só Surubinha de Leve" estabelece
-
 -

Ontem, o mundo da música brasileira encarou uma questão complicada: o hit funk “Só Surubinha de Leve”, de MC Diguinho, entrou nas playlists virais do Spotify. A inserção automática da música na lista da plataforma aumentou e evidenciou as críticas que o funk já vinha recebendo desde o seu lançamento em dezembro: de que o hit faz apologia ao estupro. A polêmica da letra traz à tona diversas questões, não somente do que constitui apologia ao crime, mas o que caracteriza uma letra como pessoal e não uma obra com eu lírico, além do fator da seletividade, ou seja, do que a sociedade ataca e o que decide deixar impune.

O funk é um estilo musical bastante único, principalmente quando se trata de controvérsias como essa. Como expressão de um cenário social real, as letras de funk geralmente abordam experiências corriqueiras da sociedade de onde saem, e a ocorrência concreta de tais atividades criminosas é, sem dúvida, a atrocidade. Mas o que precisa ser ponderado é que as letras que representam o mundo real de onde elas saem são fruto do problema, e não o problema em si. 

As críticas, para começar, recriminavam a depreciação de mulheres na letra, que no hit são tratadas de “piranhas”, “putas” e “filhas da puta”. Mas a questão essencial e possivelmente a única relevante para a discussão presente é seu o último verso: “Taca a bebida, depois taca a pica e depois abandona na rua”, diz MC Diguinho no fim do funk.

Hoje, o Globo publicou uma matéria com o pronunciamento de diversos especialistas e advogados sobre a questão de MC Diguinho. A opinião geral é de que a música, apesar de moralmente reprovável, não é ilegal. A jurista Luiza Oliver diz: “Temos que entender o que é previsto pela lei, que seria constranger alguém, diante da violência ou grave ameaça, a ter uma conjunção carnal. É uma letra de péssimo gosto, moralmente reprovável, mas não há crime aqui”.

A questão que MC Diguinho levanta é mais uma das polêmicas que surgem com a conscientização do tratamento da mulher da sociedade e a crescente discussão da questão do gênero. Com a regularização de entendimentos e a desconstrução de diversas questões sociais relevantes hoje, frequentemente vamos nos deparar com questões delicadas como essa, que testam as fronteiras do aceitável e questionam o que até hoje foi entendido como normal.

Da mesma maneira que fez ontem, no ano passado, logo após a marcha de Charlottesville nos EUA, o Spotify anunciou a retirada de um grande número de bandas de supremacia branca que apareciam em seu catálogo. O pronunciamento da plataforma foi o seguinte: "Conteúdos ilegais ou materiais que incitam ódio ou violência contra raça, religião, sexualidade ou coisas do tipo não são tolerados por nós. O Spotify age imediatamente para remover qualquer material do tipo que chega ao nosso conhecimento”.

Alguém poderia argumentar que inúmeras músicas – não só de funk mas do pop, do rap e do rock – por citarem determinados atos, incitam uma enorme quantidade de atividades que podem ser consideradas reprimíveis. A questão de onde se marca o limite é delicada e deve permanecer sem resposta por um bom tempo. Poder-se-ia argumentar que a linha do que é aceitável em uma música marca a fronteira, simplesmente, de atividades legais perante à lei – no caso, a defesa de supremacia branca ou o estupro são duas atividades que constituem crime.

Mas se a linha for esta, artistas como Eminem, Metallica ou Slipknot, gigantes do mundo da música, estariam sujeitos a repreensão total, pela grande quantidade de faixas que falam sobre assassinato ou violência ou até mesmo estupro. O Cannibal Corpse, uma das bandas de death metal mais bem sucedidas atualmente, tem inúmeras músicas que descrevem atos criminosos. O que separa a recriminação de MC Diguinho do resto dos artistas? É impossível não considerar que a diferença passe por questões de elitismo, afinal, se um artista de funk descrevesse relações tais quais Nabokov escreveu em Lolita, ele provavelmente seria reprimido. Por que o livro não é?

Para ficar no âmbito musical, o hit “Used To Love Her” do Guns N’ Roses, que descreve o assassinato de uma namorada, é aclamado. E a música já teve associação com casos reais no passado; em 2012, um californiano chamado Thomas Michael Wilhelm assassinou sua esposa pouco tempo depois de ter enviado trechos da letra para o celular da cônjuge. Por que MC Diguinho é recriminado e diversos outros artistas não? Seria possível que a resposta esteja no preconceito de que um artista de funk estaria realmente defendendo seus atos, enquanto um vocalista californiano de boa família esteja, claramente, apenas fazendo poesia?

MC Diguinho publicou uma resposta à polêmica de sua música, dizendo que não faria nada para ferir a honra e a moral das mulheres. E se o cantor realmente nunca concretizou uma atividade ilegal, a discussão ainda vai além. E a liberdade do eu lírico? Quando um compositor trata de algo em uma letra, ele está obrigatoriamente defendendo o ato? Quando se separa o que é incentivo e o que é poesia? Mesmo se a regra é separar pelo que é legal perante a lei, os eu líricos estariam sujeitos ao mesmo código penal que os artistas? O limite da liberdade da arte não é uma ameaça? Estas questões continuam sem resposta e é difícil imaginar uma decisão absoluta sobre isto, mas o que não se pode deixar de considerar é o precedente que a recriminação de MC Diguinho abre.

O fator que abriu a brecha para as polêmicas recentes vem do crescimento da música em streaming. Plataformas como o Deezer e o Spotify são empresas e, como tal, tem direito absoluto de estabelecer e implementar políticas próprias do que será aceitável, do mesmo modo que gravadoras e produtoras são responsáveis pela curadoria de seus artistas. O que abriu a discussão foi a facilidade de disponibilidade das músicas nos serviços. Agora, qualquer ato musical pode estabelecer um acordo rápido e criar uma página no Spotify com facilidade, o que abre portas para uma enxurrada de artistas que não passam por curadoria inicial alguma.

Por mais que a questão entre legal e ilegal, e opinião pessoal ou eu lírico, seja delicada e possivelmente impossível de se definir, no fim das coisas, a decisão de reprimir ou não um artista virá do público. Assim como foram manifestações online que chamaram atenção ao caso da letra de Mc Diguinho, o vídeo do funk em questão é recheado de comentários positivos no YouTube. E enquanto as plataformas de streaming executam as suas próprias políticas, o público também tem sua voz para incentivar, reprimir ou chamar atenção para diferentes formas de arte. 

Agora que eu vi como é hilário seu comentário. "Nenhum direito é absoluto"..."o dinheiro tem o direito absoluto". HAHAHAHAHAHAHHA.

É claro, o cara vendeu 115 milhões de discos só falando de polêmica né ? Me ajuda aí. Todo mundo sempre tem esse discurso falido sobre o Eminem. Quem é Mc Diguinho? Porque tirando as polêmicas Eminem é considerado um dos melhores rappers de todos os tempos. Arrumem outro discurso.

Mas quem vai definir oq pode ser dito e oq não pode? Oq é preconceito e oq não é? Quem ta no poder. É assim q ditaduras começam, leia 1984 "Temos que tratar todos iguais, mas os diferentes e oprimidos de acordo com suas desigualdades" - O DONO DA RÉGUA

Puxa....Ter dúvidas que essa música é uma ofensa...O pessoal está completamente perdido....E como parece que estão aí entra a lei..

O grande problema do bom senso é qual ele é? O meu? O seu? Concordo contigo que a letra é asquerosa, mas tem gente que discorda de nós, vamos falar pra eles "cara, usa o bom senso e para de ouvir isso ai!" Acho que não vai rolar.

eu sou um dos maiores defensores da Liberdade de Expressão, mas ela tem de ter limites tb, claro que sim! Calunia, injúria e difamação são crimes que apesar de o individuo "possuir a liberdade de expressão" ofendem e prejudicam outras pessoas. Está vendo meu amigo, todas as liberdades têm de ter limites. Meus direitos terminam onde começam os seus.

A matéria é maliciosa e maniqueísta. Quer colocar o leitor em uma encruzilhada: "se você não gosta dessa música, vc é preconceituoso contra cor e pobreza". E ninguém quer ser preconceituoso assim, então vc acaba concordando com a autora. Perceba q ela compara uma música ATUAL com músicas ANTIGAS, conduzindo o leitor a pensar q o hj é compreendido como errado (e não conforme à época de seu lançamento) deve anular o material passado e justificar o material igualmente errado atual, diante do contexto de minoria. Vc não pode "medir o passado com a régua do presente". Não pode fazer com o q o julgamento de hj anule produções corretas conforme seu tempo. É o mesmo que condenar desenhos como Tom e Jerry, e querer q aceitemos q alguma minoria lance conteúdo igual hj em dia.

liberdade de expressão não fere ninguém, é impossivel de isso acontecer, além do mais, é assim q ditaduras começam, atentando contra a liberdade de expressão das pessoas em nome de uma "boa causa"

Mas a lei existe justamente pra não depender do “ bom senso” que é subjetivo. Tá na lei, não tem nem que discutir o assunto

Suas liberdades e seus direitos, todos TÊM de ter “poréns” pois chega um ponto que vc agride as liberdades e direitos de outras pessoas. Liberdade sem restrição é anarquia

Excelente texto.

JULIA SABBAGA, parabéns pelo texto, ótimos apontamentos e reflexões bem relevantes.

Ao meu ver quem ouve, produz , divulga ou canta funk automaticamente está denegrindo as mulheres sendo que de todos os gêneros musicais existentes funk é o que mais explora, ofende, denigre, vulgariza as mulheres.

Esperando os SJW que defendem o funk como patrimônio cultural se manifestarem sobre uma letra machista e que faz apologia ao estupro.

Censurar é complicado...Mas tudo tem que ter um limite...Vamos supor que lanço uma música de rock com um ritmo legal mas coloco versos sobre um tema racista? .Ou outro tema polêmico...Para mim o limite é quando existe ofensas....Não se pode aceitar tudo bem nome da arte.. Aliás, isso não pode ser considerado arte....

O Funk Carioca é foda. Uma das poucas novas invenções na música mundial nas últimas décadas. Melodia, instrumentação e ritmo minimalista. Mesma assim, um ritmo interessante, sincopado e inovador, diferente do enjoativo "backbeat" da música americana. Quanto às letras, fazer o quê, quais letras você acha que fazem sucesso nas baladas? Ponto final.

Beleza. Música com letra vulgar tem tanto nos EUA quanto no Brasil. Nenhum ganha do outro nesse quesito. O equivalente do Funk carioca nos EUA não e o Funk americano. Apesar do nome não tem nada a ver. Mas os EUA não censuram os seus artistas. Porque deveríamos censurar os nossos?

Obviamente o Funk carioca não tem nada a ver com o Funk original americano. Eu acho que quando Paulo Sérgio falou de Funk dos EUA, ele queria falar do equivalente americano do Funk Carioca, que seria o Rap.

Essa música já sofreu um tipo de censura: a produtora sofreu uma condenação a uma multa de 500.000 reais na primeira instância da justiça federal, decisão felizmente reformada na segunda instância. Eu pessoalmente não acho que deveríamos censurar letras de músicas, independentemente de se gostamos delas ou não.

Tem ou tinha um vídeo no Youtube com o título "Funk das antigas" ou algo assim. Vou ouvir e lá tinha Stevie B, Tony Garcia, até Noel. Lembro de ter colocado um comentário tipo "isso não é Funk, é Miami Bass, é Freestyle" dos EUA. Nego me xingou! Eu nem respondi... :-D

Isso daqui: https://www.youtube.com/watch?v=nJfBgLr1of8 é menos pior que o "melhor" Funk brasileiro.

Outra coisa, o "nosso" Funk é uma CÓPIA mal feita do Miami Bass e do Freestyle americano, só que esses dois gêneros eletrônicos nas suas versões gringas não tem letras de sacanagem e nem de bandidagem. Basta ouvir caras como Stevie B e coisas parecidas. O nosso Funk CHUPINHOU a parte musical desses caras e introduziu letras de nível baixíssimo.

Sem falar que os Rap vem dos MCs do Dub jamaicano que começaram a fazer rimas em festas com sons eletrônicos no final dos anos 60. Daí eles migraram pros EUA e o Rap, assim como a cultura Hip-Hop, começou a se popularizar por lá. Se o Rap americano tem letras tão sujas quanto o Funk brasileiro isso NÃO É CULPA do Funk americano que não tem NENHUMA ligação com o Rap. São gêneros musicais completamente diferentes e de origens diferentes. O Funk tem origens na música Soul e no Rock. O Rap tem origem no Dub, de origem eletrônica.

Ele falou FUNK! Não Rap! Rap é OUTRO estilo musical! Já ouviu Parliament? Funkadelic? James Brown? Commodores? Prince? ISSO é Funk, e NADA tem a ver com o Rap que vem da cultura Hip-Hop surgida na Jamaica. O Funk é AMERICANO!

"O funk é um estilo musical bastante único" Tá se referindo ao Funk americano de James Brown, Commodores, Funkadelic, etc... né? Porque se estiver se referindo ao Funk Carioca, "único" é minha p* ica invertida com as partículas Pym!

Eu, por mim, criminalizaria logo o funk carioca. É a melhor alternativa. Produziu ou ouviu funk carioca, vai direto pra cadeia. Ponto.

Defender o indefensável não é o mais absurdo. O que é de cair o ân*s do b*mb*m é a construção de uma argumentação que até soa muito embasada para pessoas que fogem de macacos com medo da febre amarela, mas só pra estes.

Em um 2017 marcado pela luta do "empoderamento" da mulher, ver uma mulher defendendo isso aí como se fosse uma antropóloga. Bizarro! Chegamos ao extremo das contradições possíveis.

Adeus, e leva o restante de funks com vc

Exatamente

Não precisa pagar de politicamente correto. Funk não é considerado música, logo não pode ser comparado com música e eu não respeito o que desrespeita os outros, isso eu não precisei aprender na escola

https://f5.folha.uol.com.br/colunistas/tonygoes/2018/01/lulu-santos-tem-razao-a-musica-brasileira-esta-mesmo-na-fase-anal.shtml

Cara! Um tapinha não dói não tem nada a ver com esse caso. A música falava to tipo de relação, se você acha a música ofensiva deveria fazer campanha contra o filme 50 tons de cinza, pois é sobre esse tipo de tapa que a música falava. Essa do MC Diguinho é pura apologia a estupro.

Me lembrei do Bonde do Tigrão...e vc vê como os tempos estão mudando.. se essa música do Tapinha fosse lançado hoje, em que muitas mulheres que sofrem violência do homem está na mídia, com certeza haveria esta discussão também..Lulu Santos está certo em sua entrevista na Uol em falar que o nível da música brasileira regrediu à fase "a...."

Cara, vc fez uma leitura muito equivocada.. meu "achismo" foi porque o pouco funk (e não falei de Rap) que escutei dos Estados Unidos não tinha palavras chulas ou algo parecido como no exemplo da matéria... então achei que fosse um pouco melhor do aqui em nosso país.. mas como o amigo disse abaixo, também existem músicas agressivas. Nada haver com complexo de vira-lata....

Sinto dizer, mas este "achismo" é um exemplo primoroso do "complexo de vira-lata" brasileiro! Um conhecimento suficiente da língua inglesa permitiria verificar a equivalência dos assuntos tratados nas letras do Rap americano e do Funk carioca... Recomendo um curso de inglês ;)

MC Diguinho porém não é o primeiro caso: já havia o caso da música "Tapinha Não Dói"...

Paulo, estou morando nos EUA a alguns anos, e muitos raps são tão agressivos quanto alguns dos nossos funks. Não acho que seja uma questão de território nacional, mas expressão de uma classe. Mal gosto, tem em qualquer lugar. heheh

Partilho da mesma opinião, todos sabem o que é certo e o que é errado, independente de berço, cultura, classe social, classe, País e religião.

HAHAHA... Você leva jeito, já pensou em fazer um funk reaça doutrinador master?

vamos dar educação para esses jovens.....

o problema é dizer que isso é arte. Pensa bem: vc acha que uma pessoa que se declara artista, que quer que as pessoas admirem a obra dele faria uma coisa dessas? Esse é o problema estamos colocando em discussão coisas que não podem ser consideradas arte. Vc já viu o vídeo do grupo dos Macaquinhos?. Aquilo pode ser considerado arte?. Esse é o problema, as pessoas estão fazendo qualquer coisa para polemizar e estão vendendo como arte. Quando começam as críticas, vem está história de que arte não pode ser censurada e tal... Qual o limite? O bom senso.

bom.. eu posso ofender as pessoas e dizer que isso é liberdade de expressão??? Qualquer pessoa normal sabe que liberdade de expressão não quer dizer que posso fazer qualquer coisa... a letra é uma baixaria total...e ofensa às mulheres.. relevar isso em nome de liberdade de expressão não está certo.

acho que o funk dos Estados Unidos está em um nível acima....

Não tem complicação... Tudo tem limite. Ele tem todo o direito de cantar o que quiser na casa dele. Quando começa a desrespeitar o próximo, acaba o direito dele. Em tempo: Julia, para responder os questionamentos que vc coloca na matéria, eu digo que a resposta é o bom senso de uma pessoa de bem. Não existe zona cinzenta neste caso. Sou contra a censura, poderia falar que arte tem limite mas isso não é arte, é uma ofensa as mulheres. E não é porque é funk.. pode ser qualquer ritmo, de qualquer época, língua ou banda. O respeito é necessário. São por estas atitudes de querer colocar toda expressão "cultural" como arte é que aparecem essas "pérolas".....Já viu a performance dos "Macaquinhos"??

funk carioca é musica de ignorantes,FEITO PRA PESSOAS IGNORANTES.

concordo.

vivemos em uma país livre. vivemos em um país democrático. vivemos em um país republicano. Pra no fim o povo ser alienado pelos poderosos q só observam: dando "Pão" e "Circo" sugando toda a renda mensal pelos imposto abusivos sobre os Produto q compramos. Enquanto a massa consome carne de terceira com preço de carne de primeira adicionando impostos...a elite tá se desfrutando com esse dinheiro dos imposto abusivos da carne de terceira comprando carne de primeira sem impostos com bela vantagem pq os próprios ditam oq vai ser roubado da renda do povão. Mensagem do Governo - lema nacional da República Federativa do Brasil : "Brasil : Desordem e Desprogresso"

Falar que funk é música é um crime! No funk não existe nada bom somente incitações a droga, álcool, matar policiais, estuprar, sentar na piroca, balançar o rabo! Só termos que pessoas sem muita expectativa de vida escutam!

Complicada questão?? Não tem nenhuma complicação aí! Essa música é sim um incentivo ao estupro! SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER! A apologia ao crime está tão óbvia q chega a dar dúvida? Não cara, é crime! é escroto demais isso, tentar classificar essa porcaria como liberdade de expressão? NO WAY!!!

otimo texto Julia, ate onde vai a liberdade de expressão? essa nao e uma questão fechada e ainda teremos muito o que discutir sobre isso.

Cara, por mais que eu não goste do gênero F@nk, começar a ditar regra para o que é "cultural" ou não é nocivo para a sociedade tanto quanto qualquer música que faz apologia a tantos coisas terríveis. Se você, eu, ou qualquer outra pessoa não gosta de algo, paciência, mas começar a chamar de lix@ e "culturalmente vazio" (ensinam no ensino médio que isso sim é culturalmente vazio), é errado. Respeite o que os outros gostam, ou deixam de gostar.

No contexto da liberdade artística, proibir uma música é danoso tanto para o meio criativo coletivo quanto para gerar os debates errados em muitos casos. Embora devesse SIM haver um bom senso na forma de abordar realidades cruéis (o funk em questão simplesmente conta algo terrível e deixa por isso mesmo), simplesmente começar a atacar o movimento em si é algo que não resolve nada. Assim como querer que a música seja eliminada do meio é igualmente ineficiente, e apenas "elitiza" outros movimentos e "aterra" a discussão. O estupro é algo intolerável, e simplesmente silenciar o assunto é o meio mais errado possível. Todavia, tratar a violência (de qualquer tipo) sexual como um ato qualquer é reprimível por conta das sequelas físicas e emocionais que geram. No fim, a questão é "não banalizar" um ato nocivo, e ter consideração por quem vive/viveu com aquela realidade.

Se você ler o que comentei, verá que não incluí o Eminem, por ele já ter caído no mesmo erro do MC da questão. Enquanto as bandas que EU citei não o fazem. Então esse barco está errado e generalizado. E esse foi o erro da autora.

Na verdade, o post quer justificar um "artista" de funk com uma música criminosa com a seguinte desculpa: "Se não punimos os outros então deixa esse também em paz!". Pare com isso, esta "Surubinha" nunca aconteceria se a opinião pública tivesse se levantado com outras músicas, livros e filmes - alguns citados pelo próprio autor do post. o Erro não está em opinar contra a "surubinha" e sim em não defender a sociedade contra toda esta horda podre que polui o nosso mundo. Esta música retrata o meio de onde ele veio? Pôxa, duvido que se uma moça for estuprada "nesse meio" ela vai pensar: "Deixa pra lá, afinal faz parte do meio que vivo". Ela também não vai aceitar esse tipo de agressão assim como qualquer mulher com um pingo de inteligência, seja ela da classe A, B, C, D ou qualquer outra sigla que inventem por ai.

Que cara b@b@c@. Além criar uma "música" com uma letra que faz apologia a um crime, ainda ataca os gays que não tinham nenhuma relação com o assunto.

Não é uma "questão complicada", aliás, quem acha que é, carece de bom senso. É uma questão bem simples na realidade. A música "da periferia" retrata a realidade? OK, mas retrata-la de modo a perpetua-la ao invés de combate-la é diferença aqui. Diferentemente do Rap e Hip Hop, o funk tem uma avassaladora maioria de registros fonográficos que, por suas letras seriam banidos dos mais liberais dos povos, sem falar na péssima qualidade musical. Uma pequena parcela, bem pequena mesmo, com um pouco mais de investimento (mais tempo e conhecimento do que dinheiro) é capaz de lançar materiais de melhor qualidade, rítmica, melódica e harmonica e que ainda assim, na grande maioria dos casos carece de qualidade poética, justamente por não combater ao sistema vigente de modo geral, mas o perpetuando, como quer "O Sistema", um organismo vivo que fará de tudo para continuar existindo.

Arte? http://arte-vital.blogspot.com.br/2011/06/funk-nao-e-musica-muito-menos-artecom.html

É impressionante como a mídia e as pessoas indiretamente lançam como sucesso um lix@ desses criando polêmica e "ibope" quando deveriam ignorar esse tipo de coisa. O sujeito cria uma porcari@ dessas sabendo que vai fazer sucesso pela polêmica e todo mundo sustenta isso. Deixem as autoridades trabalharem se o que ele fez for apologia ao crime e simplesmente ignorem esse lix@ cultural que assola o nosso país, pois não é a primeira e nem última vez que o funk faz sucesso através da polêmica. O Omelete ainda traça comparação com outros tipos de música, a pergunta que eu faço é a seguinte, para começar funk é considerado música? O conceito de música não se aplica a funk e não dá para comparar um suposto gênero musical que em 90% de seu meio usa de polêmica, apologia a crime e depravação sexual com outro gênero como Rock que tem sim vertentes ridículas como o Black Metal, mas em sua maioria agregam cultura e é considerado música.

@LouisCypher1972:disqus - O que tu acha do som dessa banda do RJ: https://www.youtube.com/watch?v=btvPuWZaOTI

Por isso odeio Eminem. Rap e funk andam lado a lado, apologia à drogas, crimes e feminicídios.

Amigo...a resposta não é difícil. ..a linha divisória está no bom senso.....não precisa de lei para achar que a letra não presta e ofende as mulheres...

Então se escuta este absurdo e simplesmente pensa assim: "ah..deixa o cara..ele apenas está expressando a cultura e tal.." isso não é música. Ele pode fazer o que quiser na casa dele mas quando expõe esse pensamento doente não tem como não criticar...e seja quem for..

??

Também não. ..ela foi muito confusa....

Blá blá blá. ..o texto....

Muito bom texto! a arte nem sempre é um conto de fadas de walt disney, as vezes ela mostra o lado sombrio, escroto, e cruel do ser humano...por diversas formas, isso é a arte, nos fazer sentir reações, e sentimentos, as vezes de amor, as vezes de ódio, repulsa, vergonha, nojo, entre outros, sobre determinado quadro, pintura, dança, musica emfim...a questão elitista e muito bem abordada também, porque querem reprimir esse cantor? sendo que existem letras de conteúdo parecido ou as vezes pior que são vistos como poesia, o que difere? parabéns pelo texto!

Não conheço nenhuma letra dessas bandas, mas sou fã do Eminem e numa das músicas mais famosas (I love the way you lie) dele ele diz "Se ela tentar ir embora novamente eu a amarro na cama e ateio fogo na casa" Pra mim cai no mesmo crime que o Mc. Um estimula o estupro e o Eminem, assassinato. Então talvez o barco não esteja tão errado.

Não é atoa que aquele quadro patético choque de cultura ta sendo considerado genial, o omelete ta acompanhando a decadência da geração...

Vivemos uma polarização idiota mesmo. Cada lado justificar o injustificável só pra não parecer que mudou de lado. Se o refrão fosse "Privatiza a estatal, au-au-au..." ou "Engravida minha filha, pra ganhar bolsa família ", causaria bem mais polêmica.

Texto 'massante' demais, misturou tudo, comparou laranja com maçãs depois voltou a descrever a mesma coisa... meudeus. Jornalista fraquíssima.

Que polêmica? Fez apologia ao estupro deveria ser é preso. Absurdo ainda tolerarem isso. Agora, acho muita hipocrisia quando falam em "empoderamento", "feminismo", e permitem que uma mulher diga "Não sei se dou na cara dela ou bato em você"... Pau que dá em Chico deveria dar em Francisco, não é mesmo? Ou só é sexismo quando é o homem quem fala? PS: Acho muito engraçado que as MESMAS que reclamam de assédio são as que defendem "músicas" que dizem "Meu P@U te ama!", declarando que os "cantores" são marginalizados, e que se deve respeitar a liberdade de expressão. Interessante, não?

Cara Júlia, mais uma vez você teceu comentários sóbrios e bem fundamentados. O texto levanta um ponto muito bom sobre elitização que eu não havia percebido. Continue escrevendo com sua veracidade.

Tranquilo. Se tivesse twitter, eu daria uma ajuda. Edson, é um artista bem respeitado por aqui. Eu já ouvi muito o som dele.

O discurso continuaria o mesmo: "Só pq vim da favela e sou preto".

Primeiramente senhorita Julia Sabbaga, bandas como Metallica e Slipknot não incentivam violência, eles não afirmam que guerras ou tiroteios são legais. Diferente do Mc da questão, fala de forma incentivadora do estupro. O fato de você ter posto essas bandas das quais falei, no mesmo barco foi errado. Abraços.²

Primeiramente senhorita Julia Sabbaga, bandas como Metallica e Slipknot não incentivam violência, eles não afirmam que guerras ou tiroteios são legais. Diferente do Mc da questão, fala de forma incentivadora do estupro. O fato de você ter posto essas bandas das quais falei, no mesmo barco foi errado. Abraços.

Cara, o texto não esquerdista. Se ele fosse mais de esquerda, iria criticar a misognia e o machismo da letra e dizer que deveria ser proibido essa letra (politicamente correto). O texto fica no meio do muro, defendendo mais a liberdade de cada um escutar o que quiser.

Eu tenho que concordar, Simplesmente não consigo entender as pessoas que escutam isso.

É triste ver a situação do rock brasileiro, mas as vezes creio que o rock, assim como o rap, é um instrumento de luta e provavelmente retornará quando precisarmos dele. Enquanto isso faço o mesmo que você.

Eu sei que foi a Julia porém o questionamento sobre a Natália foi porque ela trabalha no omelete.

A análise é pessoal, não temos aqui uma crítica imparcial e sim uma opinião, se a pessoa quiser comparar funk com o romantismo ela pode, não existem regras para isso. Antes a cultura no nosso país era mais elitizada, difícil vermos uma grande banda de rock que veio das favelas do Rio de Janeiro, a ascensão das classes sociais no Brasil trouxe a periferia para a cultura e lá o funk sempre existiu, assim como o sertanejo do interior.

Só lembrando que fascismo é de esquerda. https://youtu.be/jxAwL52D75g

O que eu citei ? Não sei talvez

Eu me surpreendo quando alguém chama de funk de música, não tem melodia, não tem instrumento musical, apenas um ou vários ignorantes recitando um linguajar chulo....

SINCERAMENTE!!! Primeiro analisar músicas com letras em inglês ( que no geral não são entendidas), com uma letra de funk carioca é abissal, comparar a cultura estadunidense com a não cultura brasileira, é terrível, se quer fazer comparações, de coisas que são ou não proibidas como pareceu no inicio use o MESMO ambiente / pais! Chamar funk de poesia acaba com qualquer seriedade a questão.... Que a questao de proibição e ilegalidade são complicadas, isso está claro, mas poderia abrir um espaço sobre a qualidade da musica / cultura de nosso pais, tentar enxergar algum horizonte, sei lá... Tá ruim omelete, tá ruim demais

Não consegui chegar a metade do textão, Jesus Cristo. Me ajuda aí omelete, quem foi q escreveu isso.

Turista quer vir p brasil pq qualquer virjão de primeiro mundo vira comedor aqui Mas se for de paises tipo Haiti, Angola, México vai ficar só na punheta

sdfghjk.

@willmdias - Valeu a explicação sou de PE, Edson Gomes só faz sucesso aqui no nordeste mesmo, infelizmente ele é barrado de cantar no sudeste porque a esquerda ali dominou completamente tudo, queria pelo menos conseguir ter uns 10 mil seguidores no twitter e encher tanto o saco de Danilo Gentilli para que entrevistasse ele no The Noite, pra pelo menos o pessoal ter o conhecimento de quem ele é.

Bons pontos de vista. E parabéns por não querer "censurar" essa aberração que é o funk carioca: é ruim, mas como vivemos num país democrático (graças aos céus...), todos tem o direito de expressar. E de pagar por isso, caso alguém se sinta ofendido. Mas tudo de acordo com a lei. Grande abraço.

vai ow, se soh quer pegar ela kkkkkkkk

"São Salvador da Bahia de Todos os Santos"

E esse povo que vc sitou tem musicas?

É aquela velha... o povo critica, mas dá ibope. Igual cambismo, criticam mas vai lá e compra ingresso na mão do cara. Esse ciclo alimenta esse tipo de coisa, que deveria deixar de existir naturalmente pela falta de audiência.

Nossa Jeanine, que bom que pessoas como vc ainda existem, Deus a abençoe pela mente que tem!!! We are the resistence!!!

Honestamente... Ver a palavra poesia e essa música no mesmo texto doeu. Comparar com qualquer letra do Guns, Metallica e afins doeu mais um pouco. Mas o pior é ver algum tipo de apoio a essa atrocidade de música. E ainda justificando no erro dos outros, falando "se outro fez, eu também posso". Eu fico aqui pensando sobre influenciadores como vocês e esse tipo de apoio -porque esse texto foi uma forma de apoio. Fico pensando em nunca botar um filho num mundo em que há pessoas que influenciam a opinião das outras e que não desaprovam falas como "taca bebida, depois taca pica e abandona na rua" ou que se refiram a uma mulher como piranha. Funk é cultural, tem seus momentos, mas essa abominação passou dos limites.

Abaixo Cannibal Corpse!

@willmdias:disqus - Que mal eu lhe pergunte o que é SSA?

A questão é ´´apologia ao sexo,ok`` ´´apologia ao estupro, não ok`` ,ambas musicas tem o mesmo publico FATO,varias musicas tem o mesmo sentido ou podem ser interpretadas dessa forma mas essa é explicita SIMPLES .

Discuta aqui no site Discuta aqui

O Omelete disponibiliza este espaço para comentários e discussões dos temas apresentados no site. Por favor respeite e siga nossas regras para participar. Partilhe sua opinião de forma honesta, responsável e educada. Respeite a opinião dos demais. E, por favor, nos auxilie na moderação ao denunciar conteúdo ofensivo e que deveria ser removido por violar estas normas.

Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.

blog comments powered by Disqus