O governo britânico alertou a Netflix no último sábado (11) para um projeto de lei que está em andamento no parlamento do país e que prevê a proteção de pessoas retratadas em produções audiovisuais no país. A tensão entre as autoridades e a plataforma acontece por causa de Bebê Rena, minissérie de sucesso do streaming que é supostamente baseada nas experiências do criador, Richard Gadd, com um assédio.
Enquanto o programa não revelou a verdadeira identidade da assediadora de Gadd, apelidando-a de Martha Scott na história, uma advogada escocesa chamada Fiona Harvey alegou em entrevista ser a fonte de inspiração para a história. Ela fez a declaração na última quinta-feira (9), durante o programa do apresentador Piers Morgan no YouTube, mas negou as acusações de Gadd e afirma que o seriado inventou histórias.
Ao site Deadline, um porta-voz do governo britânico diz que as emissoras do Reino Unido estão sujeitas a regras que protegem o público, colaboradores e outros envolvidos. A ideia do novo projeto é aplicar esse pressuposto para as plataformas de streaming, incluindo a Netflix —o que abre margem para um processo de Harvey contra o serviço.
O projeto de lei só deve ficar pronto em 2025, segundo as autoridades britânicas.
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Na trama da série, o protagonista Donny (Gadd), um bartender que sonha em se tornar um comediante, começa a ser perseguido por uma stalker chamada Martha. A história é inspirada nas experiências de Gadd, que anos atrás sofreu com a perseguição de uma mulher.
Bebê Rena está disponível na Netflix.
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