Homeland
Séries e TV - Drama, Suspense
Homeland (2011)
(Homeland)
  • País: EUA
  • Classificação: livre
  • Estreia: None
  • Duração: indisponível

Homeland - 7ª Temporada | Crítica

Série faz uma de suas melhores temporadas ao analisar o terror promovido pelo cidadão comum

Um dos mais emblemáticos momentos do sexto ano de Homeland, no ano passado, foi o que mostrou o podcaster Brett O’Keefe (Jake Weber) organizando um grupo de pessoas responsáveis por manter online uma enormidade de perfis falsos em redes sociais, que pudessem ser usados para propagação de Fake News a respeito da então candidata Elizabeth Keane (Elizabeth Marvel). Mais importante que a notícia, contudo, era criar uma rede de disseminação de pseudo-verdades, defendidas inflamadamente; e que são parte notória dos hábitos sociais contemporâneos.

A sexta temporada, inclusive, foi o ato de abertura do que vimos nesse sétimo ano, um ano em que a série precisou olhar de verdade para o próprio legado para compreender que, além de respeitar a própria essência, ela precisava aprender a falar sobre vigência - terror religioso e terror político já não estão mais separados. Os danos são os mesmos e a única diferença que os separa é o quão dissimuladas podem ser as artimanhas políticas. E Homeland soube trabalhar muito bem essas dinâmicas.

Para que a escalada de tensões fosse bem colocada, a temporada foi dividida em dois núcleos narrativos complementares. Na primeira metade vimos como a resposta da presidente Keane aos eventos do sexto ano prejudicaram seus primeiros meses de mandato e chegamos, com isso, ao apogeu dos reflexos negativos plantados por O’Keefe quando começou sua jornada de manipulação midiática. Na segunda metade a série voltou às origens e reajustou os eventos para que falassem do que termina sendo a essência do show: uma história sobre pátrias.

Paean For The People

Depois de passar alguns anos perdida em repetições e recorrências sobre o terror no Oriente Médio, Homeland avançou para uma direção diferente: ela resolveu focar no que pode acontecer quando o próprio cidadão comum é usado como força bélica capaz de provocar até mesmo a queda de grandes líderes. Nesses tempos em que a internet virou uma “bíblia” do que é ter um status relevante, a opinião, a voz, o verbo, ganharam tanta força quanto qualquer outra arma de destruição. Essa compreensão levou a série a recuperar suas sutilezas e a se comunicar melhor com os espectadores.

Carrie (Claire Danes) também surgiu nesse ano com uma narrativa extremamente segura. A personagem – que tinha sua loucura sendo usada indiscriminadamente em outros anos – encontrou até mesmo no investimento em sua bipolaridade uma perspectiva menos óbvia. Ela também teve sua maternidade colocada em pauta e, dessa vez, os roteiristas preferiram não simplesmente fazê-la reagir, mas sim ponderar, como se espera de uma personagem com tanta experiência como ela. Até que ponto só amar um filho te faz uma boa mãe? Foi reconfortante ver a personagem lidando de modo sensato com as implicações dessa pergunta.

Os elementos dramatúrgicos ajudaram: até metade da temporada vimos o plano para desmoralização da Presidente chegar a extremos reais e que foram piorados por ela mesma, inclusive. Então, logo depois do clímax desses eventos, a temporada precisou se reajustar e passou um período de retração, muito rápido, encontrando logo uma nova construção de tensões que resultavam da descoberta de que era outra pátria a responsável por todo o engodo que transformou a presidência numa piada nacional. Essas novas tensões foram bastante coesas e isso fortaleceu as expectativas. Os roteiristas chegaram à reta final com uma quantidade respeitável de boas opções de impacto.

Com um final de temporada do mais intensos que a série já fez, o público teve o prazer de acompanhar as consequências do plano contra Keane atingirem todos os núcleos com perfeição. Os culpados sendo revelados, o sacrifício da equipe liderada por Saul (Mandy Patinkin) revelando mais uma forma surpreendente de abordar os demônios de Carrie e o mea-culpa da presidente funcionando como um diálogo implícito e direto com o público. Homeland fez do final da sétima temporada uma espécie de brado sócio-político, refletindo nossas responsabilidades no mau uso da engrenagem pública. E fez isso com sensibilidade, algo que nem sempre foi visto na proposta sempre tão crua do show. Acabou sendo um final extremamente bonito e catártico.

Sabendo que o oitavo ano será o último, os criadores podem manter a ousadia da dramaturgia e continuar a apostar nos horrores disfarçados de simplicidade. São esses que corroem com muito mais eficiência as noções de integridade. Há grandes chances de vermos a história de Carrie Mathison terminar muito bem.

Nota do crítico (Ótimo) críticas de Séries e TV
 

Acompanho Homeland desde o início, sempre mantendo o excelente nível. Essa temporada está muito interessante pra quem curte House of Cards, que é bem nesse estilo dos problemas ''domésticos dos EUA'' e a política conturbada.

e eu que parei na 2 temporada

A trama é um saco de estrume. Você esta de sacaganem.

Somos dois chuifff

Ótima temporada. É uma serie que soube se reinventar e continuar relevante.

Não foi em vão, foi em nome da Democracia. A presidente renunciou ao cargo, não foi deposta, portanto não houve dano à Democracia do país.

Excelente crítica!

imho colocando em ordem as melhores temporadas foram a 1,7,6,2,5 e o resto. Os roteiristas claramente iriam levar essa sétima temporada para um caminho, mas aposto que com a vitoria do donald trump e a sequencia de acusações que se sucederam, eles tiveram que desfazer tudo que a sexta temporada deixou engatilhado. Unica coisa que me incomodou um pouco nessa temporada, foram algumas saídas muito fáceis que fizeram para ganhar tempo. A solução que deram para o Dante por exemplo. Mas tirando um deslize ou outro foi uma temporada muito boa. Só fiquei esperando que dessem algum destaque para o Dar Adal. Ele, o Peter Quinn e o Saul sempre carregaram as serie nas costas.

EU TO ATÉ AGORA PENSANDO PQ EU PAREI DE ASSISTIR SE ESSA SERIE É FUDEROSA ACHO QUE PAREI NO COMEÇO DA 5 TEMPORADA

Eu as vezes acho que o personagem é muito emotivo, me chega a dar raiva até rs Chora muito hahaha

Excelente seriado.

Um dos melhor seriados de todos os tempos e Claire Danes uma das maiores atrizes da nossa geração

Homeland é sensacional. Existem muitas series boas por ai. Mas falo com tranquilidade entra no top 10 das melhores series de todos os tempos. Atuações impecaveis, e enredo foda pra caralho

Mano desculpa eu rir e fazer piada da tua experiência, mas pra tua sorte ela não tinha as habilidades da carrie ou sabia manusear uma arma. Kkk.

Única série que eu acompanho, que NUNCA ficou ruim, sempre foi excelente ou ótima. Fiquei chocada e triste com o episódio final, Carrie se sacrificou em vão.

A Carrie e sensacional pq ela é patriota, reacionária e interpretada por uma atriz extraordinaria! Mas " não leve a personagem pra cama " como dizia naquela música antiga, ou seja, não romantize algo que não é bom na vida real só porque na ficção é mostrado como algo interessante! A bipolaridade é uma doença grave que muitas vezes faz a pessoa se tornar psicotica e perigosamente violenta! Minha ex tinha uns arroubos de ciúmes e mau humor que passavam do limite e quando percebi que o estágio seguinte de agressão e escândalos estava começando a aflorar fiz questão de terminar o namoro! ( Com muita dor no coração pq eu realmente gostava dela! ) Na última vez que eu a vi em 2014 cheguei a comentar de Homeland pra ela, dizendo que a protagonista tinha os trejeitos dela ( aliás foi nessa ocasião que perguntei pra ela se ela era bipolar e com um certo espanto e receio ela confirmou que sim -:porque nunca nos aprofundamos no assunto, eu apenas desconfiava que ela tinha essa doença - e curiosamente foi assistindo Homeland que percebi o porque dela ser tao instável e doida! rsrs) Vai por mim, cara! Bipolaridade é um drama tanto pro doente quanto pros que estão a sua volta! Abraços.

A vantagem é que a rotina nunca será a mesma. Mas tem um detalhe, muitas mulheres são bipolar, mas no sentido hormonal variam constantemente de humor, agora mulher bipolar raiz mesmo tipo a carrie são raras. Isso faz da carrie muito especial.

Quem sabe com com este boost que o seriado ganhou ao abordar algo tão atual como as fake news ele não prorroguem até uma 9° ou 10 ° temporadas! Oxalá!

Hahahahah cara eu tb amo a personagem ( e consequentemente sua interprete ) mas posso dizer por experiência própria que não é fácil namorar uma mina bipolar!

O episódio que mostra o julgamento de quem vai ficar a guarda da Franny tem uma carga emocional muito grande. Um dos melhores episódios da temporada pois optam por focar nos problemas da protagonista de uma forma não explorada antes: as consequências que a vida da Carrie tem na Franny. A forma como a Carrie enxerga que a própria filha é a principal prejudicada foi bonito e triste ao mesmo tempo.

Sim. Talvez não seja o melhor ano do seriado mas a trama é boa.

Recomendo. Sou um fã da série e acompanho desde o primeiro ano. Ela usa temas tão recorrentes que vemos na Tv e se reinventa de várias formas que e impossível não elogiar isso. A carga dramática em certos episódios é sufocante e a história é muito bem desenvolvida. A serie foca nos 3 primeiros anos sobre terrorismo com base na religião e depois se reinventa sem deixar a peteca cair. A protagonista Claire pode ser irritante em alguns episódios mas não afeta o seriado como um todo.

essa temporada foi boa msm? ja tinha dropado, mas agora to pensando em voltar...

Alguém recomenda e por que?faz um resumo da serie.

Cinco estrelas fácil, série perfeita, nua e crua sem apelar pra baboseiras de representatividade e mimimi, melhor série do ano desde já, nada pode superar, episódios de tirar o fôlego, toda madrugada de domingo pra segunda eu já entrava no torrent baixava e assitia, foram 12 semanas assim, e do jeito que terminou, já estou ansioso pra oitava temporada.

Uma pena que Homeland perdeu bastante espaço após algumas temporadas fracas, mas a série se encontrou novamente e entregou uma ótima temporada, uma das poucas séries que em plena 7° temporada ainda consegue trazer assuntos realmente relevantes. Esse ano tem Claire Danes no Emmy, espero.

Adoro a Carrie, personagem mto f0da, eu casaria com uma mulher assim, forte determinada e paranóica. Homeland só vem melhorando de uns tempos pra cá.

Boa crítica, a série é excelente, perdeu um pouco dos holofotes mas sempre se reinventa mantendo o padrão de qualidade que sempre foi alto. Uma pena que a próxima temporada será a última.

Temporada ótima. Exploraram diversos elementos diferentes (doença da Carrie, ameaça interna, ameaça externa, política, sabotagem, etc). A próxima temporada tem de tudo pra fechar com ouro essa tríade (temporada 6, 7 e 8).

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